terça-feira, 27 de outubro de 2009

A vergonha de quem sou.


Saudade do dia de ontem.
E do dia antes de ontem.
De quando os dilemas do fado
Eram apenas contas e ditados.

Saudades da altura em que
Me ocupava a sofrer com coisas pequenas, agora vejo
Mas vejo mal, porque as coisas pequenas é
Que de facto são grandes e
Me fazem
Feliz.

Faziam.

Esperam-me os dias castanhos, cinzentos e pretos.
A chuva e o frio que não me podem parar.
O racio de sucesso de um para dez.
E sempre a sorrir sem desanimar.

Ou sem tresparecer a doença
Que me ocupa por dentro.

Sinto-me dois em um, num equilibrio perfeito e desonesto para comigo próprio.
Pode ser que o fim do mês traga boas notícias do mundo materialista, do mundo dos grandes.
Em que os grandes desprezam o que lhes é dado e apreciam o que lhes é vendido.

Eu converti-me, aparentemente.
E não gosto daquilo em que me tornei.
Mas ou vou para outro planeta ou terá que ser assim.


O relógio não pára. E não anda paa trás...

sábado, 10 de outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

Parte de mim já não existe.


Milhões de anos após a sua morte, o cadáver de um ser humano foi encontrado totalmente fossilizado. O enigma reside no seu peito, totalmente mineralizado do passar dos longos anos.

No meio da rocha, no lugar onde devia estar o coração, apresentava-se uma ferida, ainda aberta, não sarada, que contradizia o estado geral do corpo empedrenido.


O que ninguém virá a saber é que esse corpo de pedra fora, em tempos, eu.