Ser patrão sem ter sido empregado é negócio do Diabo.
Don't try the easy way. Because it just seems easy.
Se o trabalho fosse bom não se chamava trabalho.
domingo, 19 de dezembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
Se desse para viver do amor não era preciso trabalhar
Dedico todo o meu tempo ao trabalho, para ter dinheiro para comprar coisas que gosto e que me permitam fazer o que gosto e que não faço porque não tenho tempo para fazer porque estou a trabalhar.
Paradoxal e sem sentido. Estou ansioso pela idade da reforma.
Paradoxal e sem sentido. Estou ansioso pela idade da reforma.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Quando estou prestes a pousar a última pedra que conclui o nosso lar, desfazes tudo com um sopro, só para me relembrares que até os paLaços mais resistentes não passam de frágeis castelos de cartas que pareces gostar de desabar só porque sim.
Mas até os baralhos chegam ao fim, e não contes comigo para o papel de joker.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Parece impossível.
Procuro um contexto.
Procuro um pretexto.
Procuro uma razão.
Procuro um caminho.
Que nos aproxime.
Para te apanhar.
Que não me afaste de ti.
Que me leva à tua vida.
Mas estou longe, relativamente perto.
Mas não encontro um único, mais decente do que te pedir uma coisa estupida, sem sequer te conhecer.
Mas sem haver razão, sou um ponto suspenso no nada.
Mas é sempre o troço errado.
E no entanto sei que és A tal.
E faço questão de te trazer sempre comigo.
Na mochila, trouxe o teu olhar.
No bolso, arrecadei o teu sorriso.
Na areia preservei o teu cheiro.
Na fita digital registei a tua voz, para nunca se estragar.
Tenho tanto de ti na minha memória, que me custa a perceber como, ainda assim, sinto tanto a tua falta.
Conheces-me?
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Apatia Fria, escuridão que eu não esqueci

E o passado que voou e ninguém o apanhou, também não sou eu que vou conseguir correr atrás dele e apanhá-lo ainda imaculado.
E a ressaca, mal sentida, que passou e da qual só recordo as dúvidas acerca do que disse, acerca da veracidade do que disse, do que deveria ter dito.
E esses pontos de vista tão ricos e diferentes que mais ninguém entende, mas que são como se me fossem sempre familiares e me completassem.
Dos cruzamentos de relance lamento a falta de insistência, lamento o virar costas, o desinteresse, desculpa, tu que puxaste por mim, pelo meu lado criativo e deixei de te acompanhar porque teve que ser.
Voou mas não esqueci. Nem esqueço. Sempre a tempo e sabes que sim.
Abre aspas, Quando penso no meu sufoco, quase que fico louco, fecha aspas, apaga-se a luz, desapareces do meu horizonte, apodera-se de mim a escuridão e já vou atrasado para te trazer à zona iluminada, ou não?
Se pensas que é para ti enganas-te.
Se sabes que não é para ti é porque é.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
true or false?

A Verdade é relativa à quantidade de Homens que a confirma.
Sem os Homens não há verdade. Sem os Homens não há mentira.
Sem os Homens não há ideia de nada porque não quem faça juízos acerca de nada.
Sem os Homens não há nada.
Sem os Homens.
Não preciso que seja verdade. Apenas de alguém que confirme que não é mentira.
É verdade?
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
A dama e o Vagabundo
O teu aroma doce e sofisticado, os teus olhos grandes delimitados pela fina e negra tinta que ainda os fazem maiores, mais lindos e brilhantes, a maneira como me olhas e sorris quando és apanhada. A princesa que por um momento faz de mim príncipe.
Nesse momento o Universo quebra. E assim, não quero que me vejas no dia antes, no dia depois, quando andar sujo, suado e com uma vassoura em punho, no lugar onde deveria estar a minha espada. Abateria toda essa aura mágica e extasiante que se encontra suspensa no ar.
Fica assim. Sem mais nem menos. Neste ponto de equilíbrio que tento sem esperança manter eterno.
Porque "nunca deixarei de ser o tipo que limpa a piscina da tua mansão, com quem gostas de passar uns momentos mais quentes, quando o Armani não está."
Ficções de Verão escritas por quem não tem Verão.
Nesse momento o Universo quebra. E assim, não quero que me vejas no dia antes, no dia depois, quando andar sujo, suado e com uma vassoura em punho, no lugar onde deveria estar a minha espada. Abateria toda essa aura mágica e extasiante que se encontra suspensa no ar.
Fica assim. Sem mais nem menos. Neste ponto de equilíbrio que tento sem esperança manter eterno.
Porque "nunca deixarei de ser o tipo que limpa a piscina da tua mansão, com quem gostas de passar uns momentos mais quentes, quando o Armani não está."
Ficções de Verão escritas por quem não tem Verão.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Cada vez que a tua mão sobe pelo teu rosto,
o meu coração foge ao ritmo, na dúvida de se será para secar os teus olhos do resultado de algum erro meu. O que te dói a ti, dói-me a dobrar.
Pedir desculpa não chega, bem sei, só se me desculpares.
Porque não sou Deus. Porque não acredito. Porque não sou perfeito, porque não sou omnipresente. Nem emocionalmente constante.
Será influência do desassossego do nome?
Será porque esse desassossego é o motor da escrita?
Só sei que te desejo todo o bem do mundo, numa quantidade que não desejo a mais ninguém.
A tentar descobrir-me, sem grande esperança.
"Hope is for restless".
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Em busca da fronteira.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Whatever people say I am, that's what I'm not
Don't call me hippy cause the way that I look,
You know I got a recipe and you know I can cook,
And I come forth with only good intent,
You know I am Heaven-bound but I'm surely Hell-bent
On getting the job done like I know I should,
Get the job done like my mama told me to,
Only one thing can remember she said,
You gotta earn all of your respect.
And I don't care what race or what colour or what creed
I say all that shit don't bother me,
Only one thing that you should not forget,
You gotta treat yo mama with respect
And I don't care what fashion the styling of yo hair,
I don't care about the car or the clothes you do wear.
Only one thing that you should not forget,
You gotta treat yo mama with respect.
Treat yo mama with respect,
Ya better treat yo mama with respect,
Slap you upside-down yo head,
Ya don't treat yo mama with respect.
...
Title: THE ARCTIC MONKEYS
Song: Treat Yo Mama; by: John Butler Trio
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Procura-se
Jovem de 21 anos que esteja preparado prescindir da sua vida normal em troca de pagar uma casa, constituir família, trabalhar todo o dia (e ao fim de semana em casa), deixar de sorrir às pessoas (porque um homem assim é um homem sério e um homem sério não ri, porque pode ser mal interpretado e estragar a sólida base familiar que contruiu em quinze dias), esquecer as palavras "descanso", "festa", "amigos" e "amigas", "convívio", "alcool", e outras que tais.
Em resumo, procura-se uma pessoa do final do século XIX, mas que tenha carta de condução, que saiba mexer no computador e reparar electrodomésticos.
Quem encontrar traga também um gambozino que por acaso também nunca vi nenhum.
(...) NÃO HÁ NADA DE NOVO, NÃO HÁ NADA DE ANORMAL. AS CENAS DESENROLAM-SE DE FORMA CASUAL.
Mal habituada...
Take a look around and try to find it by yourself.
Sérias dúvidas sobre a existência de uma pessoa assim.
sábado, 24 de julho de 2010
Fórmula do Caos da Alma
A mulher canta feliz enquanto lava a roupa no rio, sem ter noção do limite quase ilimitado que não adivinha nem chega a palpar. O que se vai passando no horizonte é-lhe alheio.
Aquele momento é o seu, o que lhe deixa o aconchego da paz. E nada mais importa.
Dizem que a ignorância traz felicidade a quem a possuí. E que a sabedoria funciona de forma inversa.
Mas pelo caminho, fui-me apercebendo de que talvez não seja a sabedoria e o conhecimento que nos roubam a paz de espírito. Ou pelo menos só por si.
É a consciência.
O saber vai-se sabendo. Mas a consciência sente-se. E quando se sente é de rajada e por momentos não nos deixa respirar.
Quem me dera fazer tudo o que sei e tudo o que quero, sem a consciência me pesar.
Mas não.
Porque assim fujo de qualquer momento que se possa converter em dor de consciência, pois ela instalar-se-ia de imediato, sugando todo o doce sabor que aquele momento, que não chega a existir, deveria ter tido.
E o Saber de tudo isto transcreve-se na fórmula do caos da alma:
Consciência + Saber = Frustração de não fazer.
fotografia de Bruno Espadana
quarta-feira, 21 de julho de 2010
O dia é um time-trial. E não tenho tempo para corridas.
Oito horas bem suadas, quilómetros palmilhados a pé, à mão, dia após dia, semana após semana. Minutos restantes são como horas extra para dedicar a um imenso universo de interesses, que não me esforço por pormenorizar, porque cada um é como cada qual e cada palhaço com suas pancadas.
Músculos fatigados, cabeça ressentida, coração sentido.
Life's more than work. Time's shortly after that.
So don't force it. Because I can not follow.
Músculos fatigados, cabeça ressentida, coração sentido.
Life's more than work. Time's shortly after that.
So don't force it. Because I can not follow.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Somos homens ou ratos?
Portugal lidera a lista de fuga de cérebros na Europa.
54600 licenciados estão no desemprego ou a exercer profissões como cantoneiro, caixa de supermercado, repositor, empregado de balcão, delegado comercial, ajudante de electricista, trabalhador agrícola sazonal, e outras profissões complexas e muitíssimo bem remuneradas, para as quais estudaram quase duas décadas, à custa da família.
O BPN faliu.
O Millenium BCP vai falir até ao final da semana.
A GNR anda pela aldeia a espancar e a humilhar menores só porque saír à noite em grupos de quatro pessoas, ou mais, numa terra onde não se passa rigorosamente nada, parece muito (mas muito) suspeito.
Os funcionários públicos sindicalizados são convidados a mudar de posto e de função só porque não concordam com certos e determinados pormenores de gestão autárquica.
Pessoas que sofrem de problemas de saúde têm que fazer 50 km porque o centro de saúde da sua localidade começou a encerrar aos fins-de-semana e feriados.
E afinal...
Porque é que não cerramos todos os punhos? Porque é que não nos unimos a sério e saímos de casa com algo mais do que lamentações e conversas que se ficam pela mesa do café?
Somos muitos. Somos fortes e precisamos de algo mais do que cravos para fazer da nossa vida, da vida dos nossos filhos, uma realidade simplesmente melhor.
Vamos?
Bora lá CARALHO.
sábado, 10 de julho de 2010
Drowning

Aquilo que não sei não sinto, logo não me atinge. Como quem diz, passa-me ao lado e muito.
O que não quero saber acerta-me na mouche, persegue-me e vai-me enterrando devagarinho sem qualquer sinal de misericórdia, antes pelo contrário, "gosto de te ver sofer e quanto mais melhor".
O parvo é só um, que não quer saber e continua a aceitar que lhe vá passando ao lado, até o afogar e ser tarde demais.
E se eu ao menos me importasse...
domingo, 27 de junho de 2010
Apropriação
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Ponto de equilíbrio

Impossível desfrutar daquela vista magnífica se tiver medo de subir lá acima.
Impossível sentir o pouco que é bom se não passar pelo muito que é mau.
Impossível dizer que a vida não presta, quando nós é que não prestamos se não a quisermos encarar e tirar do fundo o melhor que ela tem.
Não há bela sem senão e nunca ninguém disse que havia. Mas só resulta se partir de ti, essa força de vencer, essa vontade de lutar, essa certeza de que se assim for, o prémio vai saber bem, vai ser merecido, vais ser reconhecido.
Keep the balance.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Quarto de sorriso

É ver uma vida como as outras a ser desprezada como algumas outras.
No desconforto e no medo, abrigado pelo perigo de desabamento, na ilusão do afecto, da utilidade e de uma importância quase verdadeira, estampados orgulhosamente num coração ao pescoço.
Mas é só isso.
O resto é meio metro de relativa liberdade.
E ironia e cumplicidade de quem o vê.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Chave

"O meu coração é um bicho muito estranho que se esconde e não responde a quem chamar.
Alérgico ao exterior vive na toca, onde se esconde e sufoca por não ver entrar o ar.
O meu coração vive trancado, diz-se que atirou a chave ao mar.
E eu que a procurei por todo o lado, só me resta continuar."
(O meu coração - Anaquim+Ana Bacalhau)
Posso dizer tudo ou puto do que na puta da cabeça me passa, dar uma passa enquanto o combóio passa e eu fico a ver porque não me adianta entrar.
Não descubro a chave e sei perfeitamente qual a fechadura.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Afinal...?

Tenho aranhas de estimação. Imensas aranhas de vários tamanhos com muitas patas compridas e peludas, riscadas e cruzadas de um amarelo sumido e cinza.
Giram freneticamente durante horas a fio até que o fio, fino e brilhante, ganhe a forma de um funil e se faça em mil pequenas teias de forma afunilada que eu vi crescer em mim, por onde escorreram afectos, esperanças, ilusões e outros fenómenos que tinham tanto de estranho como de banal, durante todo o tempo em que aguardei imóvel por um sinal menos indirecto que me fizesse voar.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Anaquim
"Gosto tanto deste país, só não entendo o que o faz feliz.
Se é rir da miséria de outros quando a vemos, ou chorar da nossa própria, quando a temos..."
Lusíadas - As Vidas dos Outros - Anaquim
Porque por vezes conseguimos ser um povo mais pequeno do que na realidade poderíamos ser, com hábitos grosseiros, primitivos e mesquinhos, José Rebola e seus partners lembraram-se de criar um duende bastante irreverente que salta de lugar em lugar com as suas molas nos pés: Anaquim, de mente aberta, ouvido e olhar apurados, que narra pequenas histórias acerca das nossas manhas, manias e vícios, tão típicos de um povo que parece ter ficado agarrado aos valores do passado.
É então que, numa "salada" bem mediterrânica de sons e timbres - que pode ir das cordas de guitarra ao compasso de uma bola de ping-pong a bater na raquete, bem como de um carrinho de corda daqueles que não têm corda, mas que, puxando para trás, depois anda para a frente e produz um som que todos conhecemos -, nasce o álbum "As vidas dos Outros".
N"As vidas dos Outros", também título da já famosa canção que não deixou niguém indiferente, a mensagem é clara e muito bem transmitida, com humor, ironia e sarcasmo, que nos fazem pensar e reflectir sobre o que pensamos, somos e fazemos. A linguagem da banda é facilmente entendida por qualquer faixa etária, daí que o Anaquim pode ser escutado por todos, sem problema, e deixando sempre a boa disposição no ar e a sugestão de sermos um pouco melhores a cada dia que passa.
E ao vivo ainda soa melhor.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Vontade > Força

A linha imagnária do Equador mede aproximadamente 40075 km.
As dez montanhas mais altas da Terra, somam 81.766 km de altura.
Da Terra à Lua vão 384405 km.
A dimensão do Universo...? No one knows.
A questão é que, pessoalmente, não quero saber de distâncias.
Porque estejas onde estiveres, percorro o que for necessário para chegar ao pé de ti.
E descalço.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Life's a bitch and then You...
Relação directa, idade sobe e felici-desce.
Neologismos recrutados numa falsa licenciatura.
Realidade virtual que devora o ménage-a-trois entre dimensões, que antes vivíamos e que agora observamos, como burros a olhar para palácios. Mas nem os burros pagam para ver...
Trocamos o verde pelo cinzento rato, os ténis pelos sapatos, o fel pelo comodismo - às vezes pela resignação -, e não pára.
Quase tão estúpido como o rumo que tomamos, é o conformismo que se vai entranhando, tal e qual doença genética. E só vale alguma coisa quando traduzido em palavras sujas que inundam esta lixeira.
Nascido em tempo errado, sem luz para dúvida. Não há vida marcada pelo quase viver, pelo quase ter. Não é assim. O que parece mais fácil agora, é só uma aparente solução para um problema que não devia existir. Mas não é para desistir.
Life's a bith and then You die?! Não, não. Life's a bitch and then You fight.
Neologismos recrutados numa falsa licenciatura.
Realidade virtual que devora o ménage-a-trois entre dimensões, que antes vivíamos e que agora observamos, como burros a olhar para palácios. Mas nem os burros pagam para ver...
Trocamos o verde pelo cinzento rato, os ténis pelos sapatos, o fel pelo comodismo - às vezes pela resignação -, e não pára.
Quase tão estúpido como o rumo que tomamos, é o conformismo que se vai entranhando, tal e qual doença genética. E só vale alguma coisa quando traduzido em palavras sujas que inundam esta lixeira.
Nascido em tempo errado, sem luz para dúvida. Não há vida marcada pelo quase viver, pelo quase ter. Não é assim. O que parece mais fácil agora, é só uma aparente solução para um problema que não devia existir. Mas não é para desistir.
Life's a bith and then You die?! Não, não. Life's a bitch and then You fight.
terça-feira, 16 de março de 2010
Porrtuguise vendedator. Ou você acha que nã?

Num país onde é impossível explicar que "Você" só é boa educação no Brasil, deve tratar-se mal as pessoas. Seja mal-criado, minta, omita, prometa, intruje, interrompa, cuspa para o chão.
Afinal de contas estamos em Portugal! A educação com que lidamos actualmente é esta. É melhor aproveitar antes que as gerações mais jovens se imponham e as coisas mudem.
Tudo porque dizer a verdade só castiga, confunde, e parece mentira. Confiante e mentiroso. O vendedor ideal.
Importante: Saber distinguir quem é digno do luxuoso tratamento.
terça-feira, 9 de março de 2010
Carrego-te no corpo, meu bom amigo Fernando.
"A Decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia."
O Livro do Desassossego - Bernardo Soares (A.K.A Fernando Pessoa).
A designação que me deram por direito, processo de escolha no qual, obviamente, jamais poderia participar, demonstra uma certa tendência para o determinismo.
Duas escolhas: Seguir conscientemente optimista.
Seguir inconscientemente decadente, e esperar que o coração não pense em começar a pensar.
Liberdade de escolha ou escolher obrigatoriamente?
O desassossego de ser forçado a escolher.
sábado, 6 de março de 2010
When The Sun Goes Down, there You are.
Tenho uma amiga traiçoeira e sem escrupulos. Tão depressa me deixa avançar e me pisca o olho, como me atira um balde de água fria e me traça as pernas, me faz caír, teimando em não me deixar levantar.
Por muito boa que me pareça ou por mais péssima que seja a minha caminhada, tu estás comigo.
Não sei como consegues, sob todos os pontos de vista. Quer por tudo o resto, quer por mim.
Só sei, e disso estou tão certo como hoje ser o centésimo dia chuvoso consecutivo, como estar sentado num lounge bar todo sofisticado, com uma chávena de café mal bebida à minha frente, que sou um ser vivo iluminado pela sorte que contraria a Vida. Um dos seres mais iluminados de todos os seres vivos.
Porque se essa amiga, a Vida, não me atesta o balão de vontade, se me pesa aos ombros e me trata mal, ao menos apareceste no meu caminho acidentado, para me amares e orientares contra a força das marés e lutas diárias, muitas vezes em vão.
Para ti vale a pena viver e tentar ser feliz. E por ti vou tentando. Graças a ti vou sendo.
Dás-me o Norte e o Sul. E eu estendo-te os braços de Este a Oeste.
Por muito boa que me pareça ou por mais péssima que seja a minha caminhada, tu estás comigo.
Não sei como consegues, sob todos os pontos de vista. Quer por tudo o resto, quer por mim.
Só sei, e disso estou tão certo como hoje ser o centésimo dia chuvoso consecutivo, como estar sentado num lounge bar todo sofisticado, com uma chávena de café mal bebida à minha frente, que sou um ser vivo iluminado pela sorte que contraria a Vida. Um dos seres mais iluminados de todos os seres vivos.
Porque se essa amiga, a Vida, não me atesta o balão de vontade, se me pesa aos ombros e me trata mal, ao menos apareceste no meu caminho acidentado, para me amares e orientares contra a força das marés e lutas diárias, muitas vezes em vão.
Para ti vale a pena viver e tentar ser feliz. E por ti vou tentando. Graças a ti vou sendo.
Dás-me o Norte e o Sul. E eu estendo-te os braços de Este a Oeste.
terça-feira, 2 de março de 2010
Sem te olhar nos olhos, a alma te vejo.
Com os pés na areia, perto dos teus, olho-te inicialmente e avalio-te quase que de forma instantânea: Pareces assim. Cheiras assim. Soas a tal. Lembras-me quem...
Tudo um pré-conceito. Ou tudo, conhecendo-te de fora para dentro.
Com a cabeça no ar e os olhos aqui, avalio-te lentamente.
És única. Muito parecida comigo. Estás sempre a pensar. Sempre a inventar, no teu mundo quase intransponível, ao teu estilo bem vincado e exclusivo. Inspiras-me.
Por isso digo que ao ver-te, me pareces brilhante.
Por isso penso que ao "ler-te", de dentro para fora, és sem dúvida perfeita.
Os olhos são o espelho da alma.
Mas não preciso de os ver para ter noção de que, o que aqui vais depositando, são verdadeiros e puros pedaços de ti.
Sem te olhar nos olhos, a alma te vejo. É linda.
(Tributo especial de uma pessoa especial para uma pessoa especial)
Tudo um pré-conceito. Ou tudo, conhecendo-te de fora para dentro.
Com a cabeça no ar e os olhos aqui, avalio-te lentamente.
És única. Muito parecida comigo. Estás sempre a pensar. Sempre a inventar, no teu mundo quase intransponível, ao teu estilo bem vincado e exclusivo. Inspiras-me.
Por isso digo que ao ver-te, me pareces brilhante.
Por isso penso que ao "ler-te", de dentro para fora, és sem dúvida perfeita.
Os olhos são o espelho da alma.
Mas não preciso de os ver para ter noção de que, o que aqui vais depositando, são verdadeiros e puros pedaços de ti.
Sem te olhar nos olhos, a alma te vejo. É linda.
(Tributo especial de uma pessoa especial para uma pessoa especial)
segunda-feira, 1 de março de 2010
Tão perto e tão longe.

Odeio e adoro este ciclo que me apresentaste.
Odeio porque me obrigaste a entrar e a permanecer nele, de minha livre vontade, praticamente só, até roçar o degredo do vício de escrever por e para ti.
Adoro porque é para ti.
E nestas páginas pouco reais, o que tenho, o que me dás, é tudo o que necessito para continuar quente e consciente. Longe, mas perto.
Queixo-me sem me queixar, neste egoísmo insasiável e injustificado de te querer, sabendo que afinal já não me falta nada.
Ainda desejo um outro favorável acaso entre tempo e espaço, que nos permita.
Anseio pela tua resposta. Pelas tuas palavras. Pela maneira com que as apresentarás.
Paradoxo emotivo.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Amnésia
Traços e traços contínuos de corrector.
Quilos de borracha.
Labirintos de rabiscos por cima.
Milhentas rotações de 360 graus após.
Sei-te. Sei que me sabes.
Para ti, nem a amnésia prospera.
Estás cá.
(Indirectas bem directas a quem nunca mais vou ver.)
Quilos de borracha.
Labirintos de rabiscos por cima.
Milhentas rotações de 360 graus após.
Sei-te. Sei que me sabes.
Para ti, nem a amnésia prospera.
Estás cá.
(Indirectas bem directas a quem nunca mais vou ver.)
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Flor de Lírio. Rainha de ti.
E aquela flor que, ao sol, te deixou imóvel como se estivesses congelado?
E aquela flor que, fresca e molhada, te deixou sem fôlego e a arder?
E aquela flor que, salgada, te deixou um aroma doce no rasto?
E aquela flor que, sem dizer uma única palavra, te inspira a criar confissões ilusórias e ilusões confessadas?
Aquela flor fez-te algo. Em todos os tempos verbais.
Esteja o futuro e a repetição longes , que a memória continua a não falhar.
Agradece-lhe.
Obrigado.
E aquela flor que, fresca e molhada, te deixou sem fôlego e a arder?
E aquela flor que, salgada, te deixou um aroma doce no rasto?
E aquela flor que, sem dizer uma única palavra, te inspira a criar confissões ilusórias e ilusões confessadas?
Aquela flor fez-te algo. Em todos os tempos verbais.
Esteja o futuro e a repetição longes , que a memória continua a não falhar.
Agradece-lhe.
Obrigado.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Palhaços do dia-a-dia
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
I don't care where, just far.
Paixão platónica, amor perfeito. Fogo que arde, sem compromisso, sem qualquer defeito.
Paixão platónica, persistente e antiga. Desde a pessoa anónima à pessoa amiga.
Paixão Platónica, a derradeira trama: ambíguo amor de quem não ama.
De quem não pode ser amado.
Paixão platónica, persistente e antiga. Desde a pessoa anónima à pessoa amiga.
Paixão Platónica, a derradeira trama: ambíguo amor de quem não ama.
De quem não pode ser amado.
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