
E o passado que voou e ninguém o apanhou, também não sou eu que vou conseguir correr atrás dele e apanhá-lo ainda imaculado.
E a ressaca, mal sentida, que passou e da qual só recordo as dúvidas acerca do que disse, acerca da veracidade do que disse, do que deveria ter dito.
E esses pontos de vista tão ricos e diferentes que mais ninguém entende, mas que são como se me fossem sempre familiares e me completassem.
Dos cruzamentos de relance lamento a falta de insistência, lamento o virar costas, o desinteresse, desculpa, tu que puxaste por mim, pelo meu lado criativo e deixei de te acompanhar porque teve que ser.
Voou mas não esqueci. Nem esqueço. Sempre a tempo e sabes que sim.
Abre aspas, Quando penso no meu sufoco, quase que fico louco, fecha aspas, apaga-se a luz, desapareces do meu horizonte, apodera-se de mim a escuridão e já vou atrasado para te trazer à zona iluminada, ou não?
Se pensas que é para ti enganas-te.
Se sabes que não é para ti é porque é.
