quinta-feira, 6 de maio de 2010

Afinal...?


Tenho aranhas de estimação. Imensas aranhas de vários tamanhos com muitas patas compridas e peludas, riscadas e cruzadas de um amarelo sumido e cinza.
Giram freneticamente durante horas a fio até que o fio, fino e brilhante, ganhe a forma de um funil e se faça em mil pequenas teias de forma afunilada que eu vi crescer em mim, por onde escorreram afectos, esperanças, ilusões e outros fenómenos que tinham tanto de estranho como de banal, durante todo o tempo em que aguardei imóvel por um sinal menos indirecto que me fizesse voar.

2 comentários:

  1. reconstruir porque já me encontrei, e encontrei-me no meio de aranhas e traças, encontrei-me no meio de tudo o quanto é velho e ressequido, sem mapa nem destino... quero reconstruir-me. porque gosto do que sou mas poderia ser mais que nao sou por nao ter uma estrutura que o permita.

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