quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Parece impossível.


Procuro um contexto.
Procuro um pretexto.
Procuro uma razão.
Procuro um caminho.

Que nos aproxime.
Para te apanhar.
Que não me afaste de ti.
Que me leva à tua vida.

Mas estou longe, relativamente perto.
Mas não encontro um único, mais decente do que te pedir uma coisa estupida, sem sequer te conhecer.
Mas sem haver razão, sou um ponto suspenso no nada.
Mas é sempre o troço errado.

E no entanto sei que és A tal.
E faço questão de te trazer sempre comigo.

Na mochila, trouxe o teu olhar.
No bolso, arrecadei o teu sorriso.
Na areia preservei o teu cheiro.
Na fita digital registei a tua voz, para nunca se estragar.

Tenho tanto de ti na minha memória, que me custa a perceber como, ainda assim, sinto tanto a tua falta.

Conheces-me?

1 comentário:

  1. 'Tenho tanto de ti na minha memória, que me custa a perceber como, ainda assim, sinto tanto a tua falta' - muito forte mesmo, adorei.

    (as vezes e me dificil escrever , não porque nao me apeteça ou porque não tenha assunto mas simplesmente não encontro maneira de me exprimir, dai a falta de assiduidade )

    S

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