Escrever é o filtro da fala, que pondera o pensamento com palavras cuidadas. E inevitável é, para mim, escrever sobre o amor, já que falar dele se torna incompleto e, por vezes, incorrecto.
O amar não me parece ser mais do que um indirecto, egocêntrico e egoísta desejo de me querer ver feliz. E sinto-me feliz quando faço alguém feliz, alguém que se aproxime daquilo que é a ideia que tenho de mim.
Por isso me contradigo quando penso e digo que amar é egoísmo, pois será sempre necessária uma outra pessoa, que se ame antes de todos, para me conseguir amar, para que eu a ame e me consiga amar. E no meio deste desassossego, não duvido que essa pessoa és tu.
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