sexta-feira, 20 de novembro de 2015
My own worst enemy.
Tu és um terço. Um terço teu, um terço de alguém e um terço da vida. Não te constróis sozinho. Os outros dois terços também fazem de ti quem és. Nas diversas vivências que vais passando, percebes que esses três terços podem assumir forças diferentes. É normal que aconteça. Tão depressa estás por ti, como achas que a vida é que te leva para a frente, como colocas alguém em prioridade. Pior é quando não sabes qual deles pesa mais na pessoa que és. Ou na pessoa que tentas ser. E nessas alturas é bom que ganhes coragem para pisar a falta de chão que não tens à frente. E é natural que desapareças. É natural que magoes alguém. É natural, até, que te tornes no teu pior inimigo, quase por vontade própria, pois nada é mais importante do que te voltares a encontrar e farás de tudo para que isso aconteça. Vais-te perdendo, vais errando, vais acertando, tudo aqui e ali. Mas não vais ficando mais feliz nem mais estável, nem mais tu. Porque dás por ti a ser uma metade, e não um terço. Pois descobres que uma das três partes era a mais importante para te encontrares e foi essa que perdeste. E é nesse preciso instante, nesse lapso de tempo, nesse frame de segundo, que te encontras. E às vezes é preciso perderes-te e ausentares-te e errares para perceber isso. No fim sobra a esperança de ainda ires a tempo de agarrar esse terço de pessoa que sabes que és. Mas sei lá eu...
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