sábado, 16 de junho de 2018
Premonição
Tomei como certa a minha segurança na tua liberdade.
Poderia ter tomado como certa a minha liberdade na tua segurança.
A conclusão passa por perder a segurança e a liberdade.
Um bloqueio constante por ter dificuldade em que coração e cabeça finalizem o acordo que estabeleceram.
Estou no limbo que quis para mim.
Não existo mais. Nem como sombra.
Não existo porque não sinto.
Nada.
Nada positivo ou negativo.
Total ausência constante daquilo que considero ser essencial para viver.
Mas vou adaptar-me. Porque vai valer a pena. Por isso sobrevivo, trazendo às costas um peso que só eu escolhi carregar, sabendo de antemão que iria crescer nestes moldes, maquinais, objectivos, pragmáticos.
Não tenho a consciência de ser amado, desejado, reconhecido, importante. Porque ser e sentir que sou são coisas diferentes. E da forma que a minha percepção está, duvido de tudo.
São precisas mudanças. E a conclusão dessas mudanças.
Até lá sou prisioneiro de mim mesmo e faço o que qualquer prisioneiro faz.
Aguardo impávido e sereno até que um pouco mais de maturidade me faça perceber que o amor é isto e que eu simplesmente estou bloqueado com a ideia porque nunca o havia sentido desta forma, com esta responsabilidade.
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