quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Tem dias.
Tem dias em que o peso do universo decide desabar sobre mim.
Tem dias em que não há uma sem duas, nem duas sem três.
Tem dias em que parece que tudo o que é mau se repete.
Tem dias em que parece que tudo o que é bom, não.
Tem dias em que só me apetece vomitar o que me vai cá dentro.
Tem dias em que percebo que o que preciso de extrair de mim não pode ser vomitado.
Tem dias em que parece que ninguém sorri.
Tem dias em que parece que o nosso esforço é sempre em vão.
Tem dias que não conseguimos ser para um e temos que ser para mil.
Tem dias assim.
E as noites são sempre piores que os dias que tem.
domingo, 29 de dezembro de 2013
Escrevo o que penso mas nem sempre penso o que escrevo. Nada de grave. Ninguém lê o que escrevo e muito menos o que penso. Só aqui deixo estes bocados de mim para que não venha um copo ou um charro que me façam esquecer que estas palavras são minhas, porque se não ficarem registadas aqui não me lembrarei mais de que, um dia, as pensei e larguei por aqui, para me rir delas uns tempos depois, dada a falta de alcance que têm. Ninguém as lê. Só têm sentido para mim. Afinal estas palavras são minhas. Não têm que dizer nada a mais ninguém que não eu. Se toda a merda escreve um livro, então qualquer parvo pode ter um blog. Um dia pode ser que a parvoíce me promova a merda e vos possa dar as minhas palavras. Nesse dia deixarei de escrever.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
O coração bate rápido.
Com cores e promessas,
Como ser corajoso.
Como posso amar quando tenho medo de me apaixonar?
Mas ao ver-te só
Toda a minha dúvida de repente se dissipa.
Um passinho mais perto.
Todos os dias morri à tua espera.
Não tenhas medo, amor.
Eu amei-te por mil anos
E amar-te-ei por mais mil.
terça-feira, 21 de maio de 2013
As cartas estão sempre na mesa. Dois jogadores encaram-se. Os seus olhares dizem tudo e não dizem nada. Faz tudo parte da postura, o bluff, o mistério, o engano no lugar da verdade e a verdade onde se enganam. A jogada mantém-se por tempo indeterminado. Entretanto os dois esquecem-se de que ainda estão a jogar. As posturas mantêm-se. As pálpebras não cerram. Mas o tempo, esse, continua a passar.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Sem sentido.
De manhã abro os olhos, prevejo um dia difícil, porque a notícia da tua partida atingiu-nos como um míssil. A circunstância não perdoa por muito que a gente tente e parece não fazer sentido continuar em frente.
Todos os dias vemos isto a acontecer, sem conseguir perceber, como é que, à toa, vemos tanta gente boa a morrer. Os avisos nunca chegam, e os conselhos dos avós, azares que dizemos “nunca hão de acontecer a nós”. E quando acontecem, pela primeira vez, parece surreal, algo está mal, o que é que ela fez? Ainda é cedo para ires embora, ainda falta imenso, mas quem joga as cartas da vida nem sempre tem bom senso. Tenho as minhas dúvidas acerca da Tua existência. Como é que dizem que És perfeito se não tens consciência? Deixas ficar quem não merece, Levas quem nos faz falta, poupas quem não tem alma e matas quem é da malta.
Os amigos e as memórias que deixaste ficar, pudesse eu voltar atrás e ficar no teu lugar… Porque sem ti ao meu lado não faz sentido mais nada, não consigo aguentar uma carga tão pesada… É aí que nós entramos, estamos todos contigo, afinal de contas é assim que tem que ser um amigo. Estamos contigo para o bem, estamos contigo para o mal, estamos contigo hoje e sempre como estão pedra e cal. Posso não saber como te sentes, nem quero imaginar, também tenho namorada e dói só de pensar. Mas é nestas alturas que damos o nosso melhor para tornar menos doloroso aquilo que já é pior. E estivemos lá todos para te apoiar, porque sabes que tens muitos em quem podes confiar, e pela ultima vez despedimo-nos de ti, fica na paz, até lá, a gente vê se por aí.
Joana
17 de Agosto de 1984
24 de Setembro de 2012
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