quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Parece impossível.


Procuro um contexto.
Procuro um pretexto.
Procuro uma razão.
Procuro um caminho.

Que nos aproxime.
Para te apanhar.
Que não me afaste de ti.
Que me leva à tua vida.

Mas estou longe, relativamente perto.
Mas não encontro um único, mais decente do que te pedir uma coisa estupida, sem sequer te conhecer.
Mas sem haver razão, sou um ponto suspenso no nada.
Mas é sempre o troço errado.

E no entanto sei que és A tal.
E faço questão de te trazer sempre comigo.

Na mochila, trouxe o teu olhar.
No bolso, arrecadei o teu sorriso.
Na areia preservei o teu cheiro.
Na fita digital registei a tua voz, para nunca se estragar.

Tenho tanto de ti na minha memória, que me custa a perceber como, ainda assim, sinto tanto a tua falta.

Conheces-me?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Apatia Fria, escuridão que eu não esqueci


E o passado que voou e ninguém o apanhou, também não sou eu que vou conseguir correr atrás dele e apanhá-lo ainda imaculado.
E a ressaca, mal sentida, que passou e da qual só recordo as dúvidas acerca do que disse, acerca da veracidade do que disse, do que deveria ter dito.
E esses pontos de vista tão ricos e diferentes que mais ninguém entende, mas que são como se me fossem sempre familiares e me completassem.
Dos cruzamentos de relance lamento a falta de insistência, lamento o virar costas, o desinteresse, desculpa, tu que puxaste por mim, pelo meu lado criativo e deixei de te acompanhar porque teve que ser.
Voou mas não esqueci. Nem esqueço. Sempre a tempo e sabes que sim.

Abre aspas, Quando penso no meu sufoco, quase que fico louco, fecha aspas, apaga-se a luz, desapareces do meu horizonte, apodera-se de mim a escuridão e já vou atrasado para te trazer à zona iluminada, ou não?

Se pensas que é para ti enganas-te.
Se sabes que não é para ti é porque é.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

true or false?


A Verdade é relativa à quantidade de Homens que a confirma.
Sem os Homens não há verdade. Sem os Homens não há mentira.
Sem os Homens não há ideia de nada porque não quem faça juízos acerca de nada.
Sem os Homens não há nada.
Sem os Homens.

Não preciso que seja verdade. Apenas de alguém que confirme que não é mentira.
É verdade?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Clama.
Reclama.
Cama.
Ok.

sábado, 14 de agosto de 2010

A dama e o Vagabundo

O teu aroma doce e sofisticado, os teus olhos grandes delimitados pela fina e negra tinta que ainda os fazem maiores, mais lindos e brilhantes, a maneira como me olhas e sorris quando és apanhada. A princesa que por um momento faz de mim príncipe.

Nesse momento o Universo quebra. E assim, não quero que me vejas no dia antes, no dia depois, quando andar sujo, suado e com uma vassoura em punho, no lugar onde deveria estar a minha espada. Abateria toda essa aura mágica e extasiante que se encontra suspensa no ar.

Fica assim. Sem mais nem menos. Neste ponto de equilíbrio que tento sem esperança manter eterno.



Porque "nunca deixarei de ser o tipo que limpa a piscina da tua mansão, com quem gostas de passar uns momentos mais quentes, quando o Armani não está."

Ficções de Verão escritas por quem não tem Verão.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010


Cada vez que a tua mão sobe pelo teu rosto,
o meu coração foge ao ritmo, na dúvida de se será para secar os teus olhos do resultado de algum erro meu. O que te dói a ti, dói-me a dobrar.
Pedir desculpa não chega, bem sei, só se me desculpares.
Porque não sou Deus. Porque não acredito. Porque não sou perfeito, porque não sou omnipresente. Nem emocionalmente constante.

Será influência do desassossego do nome?
Será porque esse desassossego é o motor da escrita?

Só sei que te desejo todo o bem do mundo, numa quantidade que não desejo a mais ninguém.

A tentar descobrir-me, sem grande esperança.

"Hope is for restless".

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

La Palice e o aproveitamento.

Quem oferece um dedo, rapidamente fica sem um braço.